
Room 666
1985·Documentary·45m
7.1
★

















During the 1982 Cannes Film Festival, Wim Wenders asked a number of global film directors to, one at a time, go into a hotel room, turn on the camera, and answer a simple question: "What is the future of cinema?"
Directed by Wim Wenders
cannes, france
cannes film festival

Trailer

IMDB
N/A
Where to Watch



Cast

Jean-Luc Godard
Self

Paul Morrissey
Self

Mike de Leon
Self

Monte Hellman
Self

Romain Goupil
Self

Susan Seidelman
Self

Noël Simsolo
Self

Rainer Werner Fassbinder
Self

Werner Herzog
Self

Robert Kramer
Self

Ana Carolina
Self

Maroun Bagdadi
Self
Crew

Wim Wenders
Director

Wim Wenders
Writer

Chris Sievernich
Producer

Jean-Paul Mugel
Sound
Popular Reviews
41 reviews
cata pinciroli
8.0★ · 04/16/26

I don't know how to explain to you, or even to myself, why I burst into tears after 5 minutes (05:10 time code)
Also really funny how unwise Spielberg's answer was
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I don't know how to explain to you, or even to myself, why I burst into tears after 5 minutes (05:10 time code)
Also really funny how unwise Spielberg's answer was
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Renan Pacheco
9.0★ · 04/15/26

Room 666 é curioso pela sua atualidade. A discussão sobre a crise e a sobrevivência do cinema, que hoje parece urgente, já estava colocada ali em 1982, em um período que coincidiu com o auge de muitos diretores da chamada Nova Hollywood.
Visto de 2026, soa quase paradoxal. O que naquele momento aparecia como uma possível ameaça futura hoje se concretizou de várias formas. Na época, os vetores de crise eram a televisão, o VHS e uma percepção de queda na qualidade dos filmes. Hoje, os vetores são outros, mas, ao meu ver, a sensação de crise é ainda mais gritante, especialmente dentro de Hollywood.
Mais do que afirmar uma crise concreta, o documentário revela como esses diretores já percebiam e sentiam o cinema como um meio em transformação, lidando com incertezas sobre seu futuro.
Entre as várias respostas, as mais interessantes são justamente as mais filosóficas. Werner Herzog, por exemplo, inicia sua fala de forma quase ritualística e desenvolve um raciocínio lúcido, chegando muito perto de antecipar transformações que hoje associamos ao streaming e à mudança na forma de consumo de modo geral.
Por outro lado, Steven Spielberg aparece como um contraponto claro. Enquanto muitos diretores pensam o cinema em termos existenciais, ele se apoia em números, custos de produção e demandas de estúdio. É uma resposta coerente com sua posição na indústria, mas que evidencia uma limitação quando colocada ao lado de reflexões mais profundas dos diretores não estadunidenses.
O documentário funciona justamente nesse contraste. Menos como resposta definitiva e mais como um registro de inquietações que, décadas depois, continuam sem solução. É justamente essa sobreposição de opiniões, entre o prático e o filosófico, que torna o filme tão interessante e relevante até hoje.
Visto de 2026, soa quase paradoxal. O que naquele momento aparecia como uma possível ameaça futura hoje se concretizou de várias formas. Na época, os vetores de crise eram a televisão, o VHS e uma percepção de queda na qualidade dos filmes. Hoje, os vetores são outros, mas, ao meu ver, a sensação de crise é ainda mais gritante, especialmente dentro de Hollywood.
Mais do que afirmar uma crise concreta, o documentário revela como esses diretores já percebiam e sentiam o cinema como um meio em transformação, lidando com incertezas sobre seu futuro.
Entre as várias respostas, as mais interessantes são justamente as mais filosóficas. Werner Herzog, por exemplo, inicia sua fala de forma quase ritualística e desenvolve um raciocínio lúcido, chegando muito perto de antecipar transformações que hoje associamos ao streaming e à mudança na forma de consumo de modo geral.
Por outro lado, Steven Spielberg aparece como um contraponto claro. Enquanto muitos diretores pensam o cinema em termos existenciais, ele se apoia em números, custos de produção e demandas de estúdio. É uma resposta coerente com sua posição na indústria, mas que evidencia uma limitação quando colocada ao lado de reflexões mais profundas dos diretores não estadunidenses.
O documentário funciona justamente nesse contraste. Menos como resposta definitiva e mais como um registro de inquietações que, décadas depois, continuam sem solução. É justamente essa sobreposição de opiniões, entre o prático e o filosófico, que torna o filme tão interessante e relevante até hoje.
Room 666 é curioso pela sua atualidade. A discussão sobre a crise e a sobrevivência do cinema, que hoje parece urgente, já estava colocada ali em 1982, em um período que coincidiu com o auge de muitos diretores da chamada Nova Hollywood.
Visto de 2026, soa quase paradoxal. O que naquele momento aparecia como uma possível ameaça futura hoje se concretizou de várias formas. Na época, os vetores de crise eram a televisão, o VHS e uma percepção de queda na qualidade dos filmes. Hoje, os vetores são outros, mas, ao meu ver, a sensação de crise é ainda mais gritante, especialmente dentro de Hollywood.
Mais do que afirmar uma crise concreta, o documentário revela como esses diretores já percebiam e sentiam o cinema como um meio em transformação, lidando com incertezas sobre seu futuro.
Entre as várias respostas, as mais interessantes são justamente as mais filosóficas. Werner Herzog, por exemplo, inicia sua fala de forma quase ritualística e desenvolve um raciocínio lúcido, chegando muito perto de antecipar transformações que hoje associamos ao streaming e à mudança na forma de consumo de modo geral.
Por outro lado, Steven Spielberg aparece como um contraponto claro. Enquanto muitos diretores pensam o cinema em termos existenciais, ele se apoia em números, custos de produção e demandas de estúdio. É uma resposta coerente com sua posição na indústria, mas que evidencia uma limitação quando colocada ao lado de reflexões mais profundas dos diretores não estadunidenses.
O documentário funciona justamente nesse contraste. Menos como resposta definitiva e mais como um registro de inquietações que, décadas depois, continuam sem solução. É justamente essa sobreposição de opiniões, entre o prático e o filosófico, que torna o filme tão interessante e relevante até hoje.
Visto de 2026, soa quase paradoxal. O que naquele momento aparecia como uma possível ameaça futura hoje se concretizou de várias formas. Na época, os vetores de crise eram a televisão, o VHS e uma percepção de queda na qualidade dos filmes. Hoje, os vetores são outros, mas, ao meu ver, a sensação de crise é ainda mais gritante, especialmente dentro de Hollywood.
Mais do que afirmar uma crise concreta, o documentário revela como esses diretores já percebiam e sentiam o cinema como um meio em transformação, lidando com incertezas sobre seu futuro.
Entre as várias respostas, as mais interessantes são justamente as mais filosóficas. Werner Herzog, por exemplo, inicia sua fala de forma quase ritualística e desenvolve um raciocínio lúcido, chegando muito perto de antecipar transformações que hoje associamos ao streaming e à mudança na forma de consumo de modo geral.
Por outro lado, Steven Spielberg aparece como um contraponto claro. Enquanto muitos diretores pensam o cinema em termos existenciais, ele se apoia em números, custos de produção e demandas de estúdio. É uma resposta coerente com sua posição na indústria, mas que evidencia uma limitação quando colocada ao lado de reflexões mais profundas dos diretores não estadunidenses.
O documentário funciona justamente nesse contraste. Menos como resposta definitiva e mais como um registro de inquietações que, décadas depois, continuam sem solução. É justamente essa sobreposição de opiniões, entre o prático e o filosófico, que torna o filme tão interessante e relevante até hoje.
margaux

of course fassbinder has a dramatic entrance and of course werner herzog takes off his shoes
of course fassbinder has a dramatic entrance and of course werner herzog takes off his shoes
Colin Canik
6.0★ · 11/20/25

I saw this when I was looking at the Criterion Sale and thought it would be interesting and it’s pretty cool to see what some of the filmmakers in the 80s thought film would go
I saw this when I was looking at the Criterion Sale and thought it would be interesting and it’s pretty cool to see what some of the filmmakers in the 80s thought film would go
Joakim
8.0★ · 11/01/25

Kul dokumentar. Hadde også likt å se spørsmålet bli stilt til publikummere på Cannes kanskje. Et spørsmål jeg fikk i hodet var "Hvorfor burde cinema dø ut?", kom helt naturlig fram som et resultat av flere av svarene her.
"This type of question should be answered without shoes on"
- Herzog
"Just Like Wim, I am a great traveler"
- Godard
Wim Wenders
"This type of question should be answered without shoes on"
- Herzog
"Just Like Wim, I am a great traveler"
- Godard
Wim Wenders
Kul dokumentar. Hadde også likt å se spørsmålet bli stilt til publikummere på Cannes kanskje. Et spørsmål jeg fikk i hodet var "Hvorfor burde cinema dø ut?", kom helt naturlig fram som et resultat av flere av svarene her.
"This type of question should be answered without shoes on"
- Herzog
"Just Like Wim, I am a great traveler"
- Godard
Wim Wenders
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- Herzog
"Just Like Wim, I am a great traveler"
- Godard
Wim Wenders