Não acredito que deva haver tabus no cinema. A realidade deve ser abordada, no seu mau e no seu bom. Tenho problemas, contudo, com a forma como o filme escolheu retratar a problemática da pedofilia em alguns momentos, mas foi interessante (à falta de melhor palavra) e igualmente devastador ver que esta problemática não se reflete só na cara de homens de meia-idade. Afinal, é uma doença. E afeta pessoas desde a sua infância e adolescência, como no caso retratado. Eu não consigo olhar para o rapaz e não sentir alguma pena por ele. Ele está em conflito interno, influenciado negativamente por quem já é experiente no crime de abusar crianças. Com medo de se abrir aos outros. Afinal, quem vai dizer a outra pessoa ser pedófilo? Não é possível assistir a este filme de ânimo leve. E no debate que precisamos de fazer na nossa sociedade sobre o falhanço total na proteção das nossas crianças, não podemos também ignorar a complexidade do que está por detrás. Se continuarmos a ver a pedofilia só do lado do abuso consumado, estamos a falhar. A prevenção é decisiva. Proteger as crianças desde logo dos abusos na internet e em casa. E entender a pedofilia, antes de tudo, como um problema do foro psiquiátrico sobre o qual se precisa de agir antes de ser tarde demais.
Não acredito que deva haver tabus no cinema. A realidade deve ser abordada, no seu mau e no seu bom. Tenho problemas, contudo, com a forma como o filme escolheu retratar a problemática da pedofilia em alguns momentos, mas foi interessante (à falta de melhor palavra) e igualmente devastador ver que esta problemática não se reflete só na cara de homens de meia-idade. Afinal, é uma doença. E afeta pessoas desde a sua infância e adolescência, como no caso retratado. Eu não consigo olhar para o rapaz e não sentir alguma pena por ele. Ele está em conflito interno, influenciado negativamente por quem já é experiente no crime de abusar crianças. Com medo de se abrir aos outros. Afinal, quem vai dizer a outra pessoa ser pedófilo? Não é possível assistir a este filme de ânimo leve. E no debate que precisamos de fazer na nossa sociedade sobre o falhanço total na proteção das nossas crianças, não podemos também ignorar a complexidade do que está por detrás. Se continuarmos a ver a pedofilia só do lado do abuso consumado, estamos a falhar. A prevenção é decisiva. Proteger as crianças desde logo dos abusos na internet e em casa. E entender a pedofilia, antes de tudo, como um problema do foro psiquiátrico sobre o qual se precisa de agir antes de ser tarde demais.