Permanecer nesse inferno autoinfligido, sem nenhuma sequela; não é tarefa fácil de se fazer. Irene não demonstrar nenhuma espécie de sociopatia ou insanidade é simplesmente inacreditável. Ela mata frequentemente, e sim, sob essas circunstâncias, dada a opção muitos seriam assim, afinal...que não vingaria seu próprio sangue? Mas tal vingança não viria sem cobrar algo em troca. Irene mergulha na psicopatia e não sofre nenhum arranhão interno, matar é literalmente só mais uma quinta-feira, que; caso tivesse ocorrido apenas uma vez eu compreenderia a frieza e o pensamento de: "eu com certeza faria isso de novo", agora...sempre e sempre que puder? Quem caralhos sai dessa pra acordar mais um dia, são, repetir tal feito e ainda permanecer uma boa pessoa, empática e feliz? Milhares de vezes já seriam capazes de corromper e destruir o âmago de qualquer um, principalmente daquele que teve sua própria cria levada por mãos cruéis, sua motivação com certeza se perderia em meio ao sangue...o matar e repetir viraria perda de sentido e objetivo. Agora milhões? Quanto tempo demoraria pra Irene se tornar irreconhecível? Quantas vezes até a última vez finalmente chegar e a destruir? O filme questiona isso, mas continua mantendo ela no universo mental perfeito dela! Um "Mas perdi a humanidade que havia em mim" não basta quando ela age e interage com outros de maneira normal e empática. Perder a humanidade te tira a razão e a compreensão sobre outros, e te transforma num monstro. Eu fiquei me coçando por um momento em que Irene passaria Mia pra trás, mas isso nunca aconteceu, ela afeta a Mia por trazê-la ao loop de vingança, aquele que ela não se cansa de repetir, e não por machucar-la, Irene não perde a humanidade de verdade, suas ações são só repetições de coisas que ela ACHA que a machucam por dentro, algo que não é verdade. Há um reencontro com o propósito e a compaixão, algo que NUNCA aconteceria com alguém que mata incontáveis vezes por escolha, MATAR é só um freelance comum em que ela escolhe seus dias de folga.
Não entretém e falha em ser profundo, ou é um ou é o outro, esse aqui não conseguiu ser nenhum dos dois.
Tldr: O filmeco se recusa a escolher uma abordagem introspectiva, anulando completamente o peso da morte, transformando uma possível jornada intensa em uma roadtrip clichê de redescoberta que qualquer tipo de história mais leve já conseguiria contar.
Permanecer nesse inferno autoinfligido, sem nenhuma sequela; não é tarefa fácil de se fazer. Irene não demonstrar nenhuma espécie de sociopatia ou insanidade é simplesmente inacreditável. Ela mata frequentemente, e sim, sob essas circunstâncias, dada a opção muitos seriam assim, afinal...que não vingaria seu próprio sangue? Mas tal vingança não viria sem cobrar algo em troca. Irene mergulha na psicopatia e não sofre nenhum arranhão interno, matar é literalmente só mais uma quinta-feira, que; caso tivesse ocorrido apenas uma vez eu compreenderia a frieza e o pensamento de: "eu com certeza faria isso de novo", agora...sempre e sempre que puder? Quem caralhos sai dessa pra acordar mais um dia, são, repetir tal feito e ainda permanecer uma boa pessoa, empática e feliz? Milhares de vezes já seriam capazes de corromper e destruir o âmago de qualquer um, principalmente daquele que teve sua própria cria levada por mãos cruéis, sua motivação com certeza se perderia em meio ao sangue...o matar e repetir viraria perda de sentido e objetivo. Agora milhões? Quanto tempo demoraria pra Irene se tornar irreconhecível? Quantas vezes até a última vez finalmente chegar e a destruir? O filme questiona isso, mas continua mantendo ela no universo mental perfeito dela! Um "Mas perdi a humanidade que havia em mim" não basta quando ela age e interage com outros de maneira normal e empática. Perder a humanidade te tira a razão e a compreensão sobre outros, e te transforma num monstro. Eu fiquei me coçando por um momento em que Irene passaria Mia pra trás, mas isso nunca aconteceu, ela afeta a Mia por trazê-la ao loop de vingança, aquele que ela não se cansa de repetir, e não por machucar-la, Irene não perde a humanidade de verdade, suas ações são só repetições de coisas que ela ACHA que a machucam por dentro, algo que não é verdade. Há um reencontro com o propósito e a compaixão, algo que NUNCA aconteceria com alguém que mata incontáveis vezes por escolha, MATAR é só um freelance comum em que ela escolhe seus dias de folga.
Não entretém e falha em ser profundo, ou é um ou é o outro, esse aqui não conseguiu ser nenhum dos dois.
Tldr: O filmeco se recusa a escolher uma abordagem introspectiva, anulando completamente o peso da morte, transformando uma possível jornada intensa em uma roadtrip clichê de redescoberta que qualquer tipo de história mais leve já conseguiria contar.