Quando pensamos no cerceamento dos direitos das mulheres automaticamente pensamos em países como o Afeganistão e o Irã. Jafar consegue em um longa de 90 minutos exemplificar da forma mais clara e real a crueldade dessa repressão que infelizmente se tornou o cotidiano de milhares de mulheres. E o cinema iraniano de praxe consegue ser um dos mais críticos a própria coibição do regime. Vale dizer que, ser contra o esse regime e a forma como as mulheres têm seus direitos caçados, não significa que devemos bombardear e declarar guerra, ainda estamos falando de pessoas, crianças, vidas e uma sociedade, e temos como uma comunidade global enxergar outra solução para esse problema. Talvez antes do Trump atacar e declarar guerra ao Irã, deve pensar se está fazendo isso em prol das pessoas ou do dinheiro. Mas todos nós já sabemos a resposta, só tem muita gente que ignora.
No mais, não tenho no que falar muito mal desse filme, ele tem lindos e funcionais planos sequência (algo considerável raro hoje em dia até, só vejo muitos em filmes mais antigos como esse). A mescla entre as histórias é incrivel, não é perceptível uma quebra na narrativa, nem desconforto pela edição. Além do mais, desde o início Panahi já consegue nos fazer sentir aquele desconforto, pela senhora que sabe, quando recebe a notícia que sua neta será uma menina, que sua vida já está delimitada. Um verdadeiro círculo de dor desde o nascimento, até a prisão.
Quando pensamos no cerceamento dos direitos das mulheres automaticamente pensamos em países como o Afeganistão e o Irã. Jafar consegue em um longa de 90 minutos exemplificar da forma mais clara e real a crueldade dessa repressão que infelizmente se tornou o cotidiano de milhares de mulheres. E o cinema iraniano de praxe consegue ser um dos mais críticos a própria coibição do regime. Vale dizer que, ser contra o esse regime e a forma como as mulheres têm seus direitos caçados, não significa que devemos bombardear e declarar guerra, ainda estamos falando de pessoas, crianças, vidas e uma sociedade, e temos como uma comunidade global enxergar outra solução para esse problema. Talvez antes do Trump atacar e declarar guerra ao Irã, deve pensar se está fazendo isso em prol das pessoas ou do dinheiro. Mas todos nós já sabemos a resposta, só tem muita gente que ignora.
No mais, não tenho no que falar muito mal desse filme, ele tem lindos e funcionais planos sequência (algo considerável raro hoje em dia até, só vejo muitos em filmes mais antigos como esse). A mescla entre as histórias é incrivel, não é perceptível uma quebra na narrativa, nem desconforto pela edição. Além do mais, desde o início Panahi já consegue nos fazer sentir aquele desconforto, pela senhora que sabe, quando recebe a notícia que sua neta será uma menina, que sua vida já está delimitada. Um verdadeiro círculo de dor desde o nascimento, até a prisão.