O filme observa a passagem do tempo através de gestos simples, rostos e pequenos fragmentos de vida que surgem diante da câmera como se fossem lembranças dispersas. Crianças, adultos e idosos aparecem como diferentes momentos de um mesmo ciclo, como se cada idade carregasse consigo uma etapa silenciosa da existência, enquanto a natureza, o vento, a luz e os sons do ambiente se misturam a essas presenças humanas e passam a compor uma espécie de memória do mundo, algo que parece existir antes e depois das pessoas. Desse modo, Piavoli constrói um filme onde cada plano carrega a sensação de que o tempo não apenas passa diante de nós, mas permanece como um eco silencioso dentro das imagens, como se o próprio cinema estivesse tentando preservar, ainda que por instantes, aquilo que inevitavelmente está destinado a desaparecer.
O filme observa a passagem do tempo através de gestos simples, rostos e pequenos fragmentos de vida que surgem diante da câmera como se fossem lembranças dispersas. Crianças, adultos e idosos aparecem como diferentes momentos de um mesmo ciclo, como se cada idade carregasse consigo uma etapa silenciosa da existência, enquanto a natureza, o vento, a luz e os sons do ambiente se misturam a essas presenças humanas e passam a compor uma espécie de memória do mundo, algo que parece existir antes e depois das pessoas. Desse modo, Piavoli constrói um filme onde cada plano carrega a sensação de que o tempo não apenas passa diante de nós, mas permanece como um eco silencioso dentro das imagens, como se o próprio cinema estivesse tentando preservar, ainda que por instantes, aquilo que inevitavelmente está destinado a desaparecer.