Those Whom Death Refused backdrop

Those Whom Death Refused

1988·Drama·1h 32m
7.1
The story of a woman who searches through the country for her husband, a resistant, while the war for independence is raging. She finds him at last and saves his life. When peace finally arrives, they have to learn how to be together again and start living in a destroyed land.
Directed by Flora Gomes

Cast

Flora Gomes
Flora Gomes
Head of Sector

Crew

Flora Gomes
Flora Gomes
Director
Flora Gomes
Flora Gomes
Writer
Sana Na N'Hada
Sana Na N'Hada
Second Unit

Popular Reviews

8 reviews
Gabriel
Gabriel
Those Whom Death Refused
“Eu sou Diminga, da geração do sofrimento.”

Uma obra que vai além da própria arte, sendo, acima de tudo, um estudo cultural e um tributo a uma nação que lutou por sua independência. O processo de libertação aqui é tanto um elemento macro do país quanto um elemento micro da protagonista.

É interessante notar como o diretor Flora Gomes opta por retratar o fim da guerra a partir de uma perspectiva profundamente focada nos conflitos e tensões que permeiam tanto soldados quanto civis. Logo após o término do conflito, porém, o foco narrativo se transforma: a obra passa a buscar uma resposta para uma questão fundamental — como uma sociedade constrói sua própria identidade após o colonialismo?

O desfecho do longa responde a essa pergunta de forma magnífica. A guerra é retratada como uma situação que une organicamente soldados e moradores, enfatizando o trabalho coletivo em busca de um objetivo maior. A experiência já se inicia com a organização comunitária da região e com as consequências brutais do conflito, para depois nos transportar do caos à ordem — e mostrar que a luta, na verdade, nunca termina completamente.

A libertação política acontece, mas isso não resolve automaticamente os problemas sociais. A escassez de alimentos, a seca e as frustrações com o futuro prometido pela revolução passam a ocupar o centro da narrativa. Ainda assim, o filme transita por esses dilemas com um olhar otimista e esperançoso.

Outro aspecto fundamental é a escolha de uma protagonista feminina. A presença de Diminga confere ainda mais peso à narrativa, ressaltando o papel da mulher como figura central no processo de resistência e reconstrução social.

Mortu Nega é um filme que busca, em sua proposta, ensinar sobre um determinado contexto histórico e suas consequências, respeitar a cultura local e seus habitantes, além de valorizar suas paisagens e sua importância por meio da memória coletiva. O resultado é um retrato de recomeço carregado de identidade própria, algo que transborda em cada momento de sua duração.

Trata-se, sem dúvida, de um patrimônio histórico de seu país e de um verdadeiro clássico do cinema — uma obra que todos deveriam assistir ao menos uma vez na vida para compreender o impacto dessa experiência.
“Eu sou Diminga, da geração do sofrimento.”

Uma obra que vai além da própria arte, sendo, acima de tudo, um estudo cultural e um tributo a uma nação que lutou por sua independência. O processo de libertação aqui é tanto um elemento macro do país quanto um elemento micro da protagonista.

É interessante notar como o diretor Flora Gomes opta por retratar o fim da guerra a partir de uma perspectiva profundamente focada nos conflitos e tensões que permeiam tanto soldados quanto civis. Logo após o término do conflito, porém, o foco narrativo se transforma: a obra passa a buscar uma resposta para uma questão fundamental — como uma sociedade constrói sua própria identidade após o colonialismo?

O desfecho do longa responde a essa pergunta de forma magnífica. A guerra é retratada como uma situação que une organicamente soldados e moradores, enfatizando o trabalho coletivo em busca de um objetivo maior. A experiência já se inicia com a organização comunitária da região e com as consequências brutais do conflito, para depois nos transportar do caos à ordem — e mostrar que a luta, na verdade, nunca termina completamente.

A libertação política acontece, mas isso não resolve automaticamente os problemas sociais. A escassez de alimentos, a seca e as frustrações com o futuro prometido pela revolução passam a ocupar o centro da narrativa. Ainda assim, o filme transita por esses dilemas com um olhar otimista e esperançoso.

Outro aspecto fundamental é a escolha de uma protagonista feminina. A presença de Diminga confere ainda mais peso à narrativa, ressaltando o papel da mulher como figura central no processo de resistência e reconstrução social.

Mortu Nega é um filme que busca, em sua proposta, ensinar sobre um determinado contexto histórico e suas consequências, respeitar a cultura local e seus habitantes, além de valorizar suas paisagens e sua importância por meio da memória coletiva. O resultado é um retrato de recomeço carregado de identidade própria, algo que transborda em cada momento de sua duração.

Trata-se, sem dúvida, de um patrimônio histórico de seu país e de um verdadeiro clássico do cinema — uma obra que todos deveriam assistir ao menos uma vez na vida para compreender o impacto dessa experiência.
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Victor
VictorPRO
Those Whom Death Refused
Não da pra falar de tudo sobre esse filme. Ele tem muitas camadas e subcamadas. Mas se for pra destacar algo eu gostaria de falar de que me lembrou bastante os filmes da Agnes Varda. Principalmente na maneira em que o filme aborda a antropologia de Bissau-as individualidades monótonas que fazem parte de um conjunto eletrizante.
Não da pra falar de tudo sobre esse filme. Ele tem muitas camadas e subcamadas. Mas se for pra destacar algo eu gostaria de falar de que me lembrou bastante os filmes da Agnes Varda. Principalmente na maneira em que o filme aborda a antropologia de Bissau-as individualidades monótonas que fazem parte de um conjunto eletrizante.
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Nick
Nick
Those Whom Death Refused
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Beatriz
Beatriz
Those Whom Death Refused
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Genevieve
Genevieve
Those Whom Death Refused
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