
Saint Bernard
1972·Drama·1h 53m
7.1
★


The story of Paulo Honório, a poor ploughman who becomes a rich farmer. Obsessed by his desire to get even richer, he doesn't pay much attention to his wife, Madalena, a teacher who reacts against his tyrannical ways.
Directed by Leon Hirszman
farmer

IMDB
N/A
Cast

Othon Bastos
Paulo Honório

Isabel Ribeiro
Madalena

Nildo Parente
Padilha

Vanda Lacerda
Dona Glória

Mário Lago
Nogueira

Joseph Guerreiro
Gondim

Jofre Soares
Padre Brito

Rodolfo Arena
Dr. Magalhães

Labanca

José Policena

Luiz Carlos Braga
Crew

Leon Hirszman
Director

Leon Hirszman
Writer

Caetano Veloso
Original Music Composer

Eduardo Escorel
Editor

Ruy Polanah
Producer

Graciliano Ramos
Novel
Popular Reviews
7 reviews
chloé
8.0★ · 02/19/26

se fosse possível recomeçarmos, para que enganar me.
se fosse possível recomeçarmos aconteceria exatamente o que aconteceu.
não consigo modificar me, é o que mais me aflige.
se fosse possível recomeçarmos aconteceria exatamente o que aconteceu.
não consigo modificar me, é o que mais me aflige.
se fosse possível recomeçarmos, para que enganar me.
se fosse possível recomeçarmos aconteceria exatamente o que aconteceu.
não consigo modificar me, é o que mais me aflige.
se fosse possível recomeçarmos aconteceria exatamente o que aconteceu.
não consigo modificar me, é o que mais me aflige.
Eduarda
9.0★ · 10/02/23

após a elipse que consolida o casamento de paulo e madalena, vemos ambos enquadrados de costas, olhando o horizonte.
o que poderia funcionar metaforicamente como abertura de infinitas possibilidades adquire um caráter bem mais sinistro: toda a terra enquadrada é única e exclusivamente terra de paulo, sua propriedade. o casamento não pode ter esse caráter de abertura pois só existe em cena a presença despótica de paulo encravada na terra, engolindo tudo o que os olhos veem. é um plano bem tenso, que inaugura profeticamente tudo aquilo que acontece em seguida...
...até o momento em que paulo percebe que nada disso se trata dele, que nunca se tratou dele, que frente à imensidão da terra, ele nunca foi nada mais nada menos que um sujeito violento e amargurado, cujo ressentimento terá que carregar consigo até não sei quando de uma vida onde o grito e a imposição já não tem o menor sentido. é o que acontece quando no final, durante as confissões da voz amargurada de paulo, o filme se detém a filmar a terra mais uma vez, enquadrando diferentes camponeses que de fato vivem na terra, enquanto paulo se queixa de que pra ele não resta mais nada.
pelo menos é um personagem que no fim se apropria (em algum nível) de sua miséria. bentinho nem isso conseguiu
os closes de rostos são tão abstraídos da realidade diegética que por alguns instantes viram fragmentos de delírio. a cena em que padilha (em close up) é extorquido pra ceder a fazenda é violentíssima
othon bastos ator tão foda que a cada instante faz paulo parecer que vai explodir
o que poderia funcionar metaforicamente como abertura de infinitas possibilidades adquire um caráter bem mais sinistro: toda a terra enquadrada é única e exclusivamente terra de paulo, sua propriedade. o casamento não pode ter esse caráter de abertura pois só existe em cena a presença despótica de paulo encravada na terra, engolindo tudo o que os olhos veem. é um plano bem tenso, que inaugura profeticamente tudo aquilo que acontece em seguida...
...até o momento em que paulo percebe que nada disso se trata dele, que nunca se tratou dele, que frente à imensidão da terra, ele nunca foi nada mais nada menos que um sujeito violento e amargurado, cujo ressentimento terá que carregar consigo até não sei quando de uma vida onde o grito e a imposição já não tem o menor sentido. é o que acontece quando no final, durante as confissões da voz amargurada de paulo, o filme se detém a filmar a terra mais uma vez, enquadrando diferentes camponeses que de fato vivem na terra, enquanto paulo se queixa de que pra ele não resta mais nada.
pelo menos é um personagem que no fim se apropria (em algum nível) de sua miséria. bentinho nem isso conseguiu
os closes de rostos são tão abstraídos da realidade diegética que por alguns instantes viram fragmentos de delírio. a cena em que padilha (em close up) é extorquido pra ceder a fazenda é violentíssima
othon bastos ator tão foda que a cada instante faz paulo parecer que vai explodir
após a elipse que consolida o casamento de paulo e madalena, vemos ambos enquadrados de costas, olhando o horizonte.
o que poderia funcionar metaforicamente como abertura de infinitas possibilidades adquire um caráter bem mais sinistro: toda a terra enquadrada é única e exclusivamente terra de paulo, sua propriedade. o casamento não pode ter esse caráter de abertura pois só existe em cena a presença despótica de paulo encravada na terra, engolindo tudo o que os olhos veem. é um plano bem tenso, que inaugura profeticamente tudo aquilo que acontece em seguida...
...até o momento em que paulo percebe que nada disso se trata dele, que nunca se tratou dele, que frente à imensidão da terra, ele nunca foi nada mais nada menos que um sujeito violento e amargurado, cujo ressentimento terá que carregar consigo até não sei quando de uma vida onde o grito e a imposição já não tem o menor sentido. é o que acontece quando no final, durante as confissões da voz amargurada de paulo, o filme se detém a filmar a terra mais uma vez, enquadrando diferentes camponeses que de fato vivem na terra, enquanto paulo se queixa de que pra ele não resta mais nada.
pelo menos é um personagem que no fim se apropria (em algum nível) de sua miséria. bentinho nem isso conseguiu
os closes de rostos são tão abstraídos da realidade diegética que por alguns instantes viram fragmentos de delírio. a cena em que padilha (em close up) é extorquido pra ceder a fazenda é violentíssima
othon bastos ator tão foda que a cada instante faz paulo parecer que vai explodir
o que poderia funcionar metaforicamente como abertura de infinitas possibilidades adquire um caráter bem mais sinistro: toda a terra enquadrada é única e exclusivamente terra de paulo, sua propriedade. o casamento não pode ter esse caráter de abertura pois só existe em cena a presença despótica de paulo encravada na terra, engolindo tudo o que os olhos veem. é um plano bem tenso, que inaugura profeticamente tudo aquilo que acontece em seguida...
...até o momento em que paulo percebe que nada disso se trata dele, que nunca se tratou dele, que frente à imensidão da terra, ele nunca foi nada mais nada menos que um sujeito violento e amargurado, cujo ressentimento terá que carregar consigo até não sei quando de uma vida onde o grito e a imposição já não tem o menor sentido. é o que acontece quando no final, durante as confissões da voz amargurada de paulo, o filme se detém a filmar a terra mais uma vez, enquadrando diferentes camponeses que de fato vivem na terra, enquanto paulo se queixa de que pra ele não resta mais nada.
pelo menos é um personagem que no fim se apropria (em algum nível) de sua miséria. bentinho nem isso conseguiu
os closes de rostos são tão abstraídos da realidade diegética que por alguns instantes viram fragmentos de delírio. a cena em que padilha (em close up) é extorquido pra ceder a fazenda é violentíssima
othon bastos ator tão foda que a cada instante faz paulo parecer que vai explodir
Isabella
8.0★ · 06/03/26

Eduarda
9.0★ · 04/22/26

lucas
10.0★ · 03/01/26
