Em Johnny Guitar, Nicholas Ray realiza um faroeste bem subversivo, que se expressa não só através de uma inversão de papéis entre homem e mulher e das mulheres ganhando protagonismo, mas também com os homens exercendo a função de serem submissos a elas. O personagem Johnny, num primeiro momento, não surge como representação idealizada de um pistoleiro destemido, mas sim como homem desarmado e, portanto, inofensivo. Já Vienna é uma figura imponente, dona de propriedade e que passa a imagem de uma pessoa forte e intimidadora. Essa visão vem até mesmo de seu próprio funcionário: “Nunca vi uma mulher parecer tanto com um homem. Ela pensa como um, age como um, e às vezes é mais homem do que eu mesmo.” Nesse sentido, Johnny Guitar pode ser lido como um faroeste de máscaras. Isso porque os personagens revelam-se o oposto da impressão que causaram. No decorrer da narrativa, é revelado que Johnny, na realidade, estava armado e era um exímio atirador. Enquanto Vienna se mostra uma mulher sensível e emotiva ao cair no choro durante a conversa com Johnny.
Johnny Guitar me gerou também uma reflexão sobre algo recorrente a se pensar acerca do cinema de hoje, que é de como as produções ultimamente são muito sem vida em relação à cor e de como tudo é muito mal iluminado (algo mais evidente ainda nos seriados). Então não é ser saudosista da minha parte dizer que o cinema está passando por uma piora gradual. Basta olhar o trabalho de cor e iluminação que Ray realiza nos anos 50 se comparado aos de hoje.
Em Johnny Guitar, Nicholas Ray realiza um faroeste bem subversivo, que se expressa não só através de uma inversão de papéis entre homem e mulher e das mulheres ganhando protagonismo, mas também com os homens exercendo a função de serem submissos a elas. O personagem Johnny, num primeiro momento, não surge como representação idealizada de um pistoleiro destemido, mas sim como homem desarmado e, portanto, inofensivo. Já Vienna é uma figura imponente, dona de propriedade e que passa a imagem de uma pessoa forte e intimidadora. Essa visão vem até mesmo de seu próprio funcionário: “Nunca vi uma mulher parecer tanto com um homem. Ela pensa como um, age como um, e às vezes é mais homem do que eu mesmo.” Nesse sentido, Johnny Guitar pode ser lido como um faroeste de máscaras. Isso porque os personagens revelam-se o oposto da impressão que causaram. No decorrer da narrativa, é revelado que Johnny, na realidade, estava armado e era um exímio atirador. Enquanto Vienna se mostra uma mulher sensível e emotiva ao cair no choro durante a conversa com Johnny.
Johnny Guitar me gerou também uma reflexão sobre algo recorrente a se pensar acerca do cinema de hoje, que é de como as produções ultimamente são muito sem vida em relação à cor e de como tudo é muito mal iluminado (algo mais evidente ainda nos seriados). Então não é ser saudosista da minha parte dizer que o cinema está passando por uma piora gradual. Basta olhar o trabalho de cor e iluminação que Ray realiza nos anos 50 se comparado aos de hoje.