Não esperava que esse me proporcionasse tantas emoções. Apesar do piegas usual de "orgulho americano" misturado com a síndrome do desbravador do Oeste, de maneira bem intencional, é possível e, bem fácil na verdade, extrair mais da proposta disso aqui. Mesmo tendo como base uma história real tão fora da curva quanto a vista no filme — mesmo que não seja retratada de maneira exatamente fiel —, a figura de Roy Bean é excêntrica e, muitas vezes, cômica o suficiente para carregar o enredo num ritmo que mantém as coisas interessantes já desde a primeira cena até a última do personagem em tela. A relação do Roy com o mundo a sua volta e até a maneira como ele encara a transição do Velho Oeste para o Novo, seja através de suas fantasias, fanatismos e performismos, é distinta de muitas já vistas no gênero, até mais romântica, eu diria.
Não podia deixar de destacar minha admiração por Paul Newman. Cada filme novo que vejo do Newman é uma reinvenção dele como ator. O cara consegue atingir um timing perfeito de comédia, interpretando tão bem um personagem que não se leva à sério e, ainda assim, no ato final consegue te entregar um pico de sensibilidade que beira a vulnerabilidade de maneira tão sutil que é impossível não se ver emotivo junto dele.
Não esperava que esse me proporcionasse tantas emoções. Apesar do piegas usual de "orgulho americano" misturado com a síndrome do desbravador do Oeste, de maneira bem intencional, é possível e, bem fácil na verdade, extrair mais da proposta disso aqui. Mesmo tendo como base uma história real tão fora da curva quanto a vista no filme — mesmo que não seja retratada de maneira exatamente fiel —, a figura de Roy Bean é excêntrica e, muitas vezes, cômica o suficiente para carregar o enredo num ritmo que mantém as coisas interessantes já desde a primeira cena até a última do personagem em tela. A relação do Roy com o mundo a sua volta e até a maneira como ele encara a transição do Velho Oeste para o Novo, seja através de suas fantasias, fanatismos e performismos, é distinta de muitas já vistas no gênero, até mais romântica, eu diria.
Não podia deixar de destacar minha admiração por Paul Newman. Cada filme novo que vejo do Newman é uma reinvenção dele como ator. O cara consegue atingir um timing perfeito de comédia, interpretando tão bem um personagem que não se leva à sério e, ainda assim, no ato final consegue te entregar um pico de sensibilidade que beira a vulnerabilidade de maneira tão sutil que é impossível não se ver emotivo junto dele.