A maioria dos filmes religiosos usa o improvável — a bênção — como arma: apontam-na para o telespectador e a usa em quem ouse questionar.
Mas este filme encontra um equilíbrio raro entre ceticismo e crença. Ele te mostra uma história, a abençoa... E caso a sua própria fé te comova o suficiente para crer, ela funciona, e foi isso que aconteceu comigo. O mesmo vale para o contrário; há elementos suficientes para te fazer acreditar que foi um milagre, mas também há tantos outros que te fazem duvidar. Os próprios personagens expressam suas crenças dessa forma...alguns acreditam que é apenas questão de tempo até a doença voltar; outros apoiam, firmes, servindo de alicerce caso ela volte.
É uma história que se torna perfeita justamente por focar nesses outros pontos, além do milagre, questionando a crença, a força de vontade e a probabilidade, e além disso tudo (o mais importante aliás) te deixa refletir e tirar suas próprias conclusões, há sim momentos que o ritmo acaba sendo muito reflexivo, vezes de maneira perfeita, vezes até demais, mas tudo é construído de uma forma extremamente equilibrada.
Léa Seydoux.
A maioria dos filmes religiosos usa o improvável — a bênção — como arma: apontam-na para o telespectador e a usa em quem ouse questionar.
Mas este filme encontra um equilíbrio raro entre ceticismo e crença. Ele te mostra uma história, a abençoa... E caso a sua própria fé te comova o suficiente para crer, ela funciona, e foi isso que aconteceu comigo. O mesmo vale para o contrário; há elementos suficientes para te fazer acreditar que foi um milagre, mas também há tantos outros que te fazem duvidar. Os próprios personagens expressam suas crenças dessa forma...alguns acreditam que é apenas questão de tempo até a doença voltar; outros apoiam, firmes, servindo de alicerce caso ela volte.
É uma história que se torna perfeita justamente por focar nesses outros pontos, além do milagre, questionando a crença, a força de vontade e a probabilidade, e além disso tudo (o mais importante aliás) te deixa refletir e tirar suas próprias conclusões, há sim momentos que o ritmo acaba sendo muito reflexivo, vezes de maneira perfeita, vezes até demais, mas tudo é construído de uma forma extremamente equilibrada.
Léa Seydoux.