Muito forte como o filme não aborda apenas o obvio do colonialismo na questão do impacto dos povos nativos, não que em algum momento isso deixe de ser feito, ja que no seu cerne, todas as cenas contam com a presença da resistencia, mesmo que silenciosa, a clara não conformidade dos "estranhos" aquele local e cultura, mas também trabalha sobre a perspectiva da criança, que não se assimila aquela sociedade na qual faz parte e cresce, por diferenças étnicas impostas dentro da perspectiva colonial e racista, mas que também não cresce no que seria seu local de origem, a França, e como isso tira qualquer senso de pertencimento a algum lugar que possa chamar de raiz, assim como o cacau que não pertence ao lugar na qual é plantado e se transforma em algo fora dali, onde seu valor não é dado por uma herença cultural, mas sim como uma praga que se absorve e destroi tudo onde se estabelece.
Muito forte como o filme não aborda apenas o obvio do colonialismo na questão do impacto dos povos nativos, não que em algum momento isso deixe de ser feito, ja que no seu cerne, todas as cenas contam com a presença da resistencia, mesmo que silenciosa, a clara não conformidade dos "estranhos" aquele local e cultura, mas também trabalha sobre a perspectiva da criança, que não se assimila aquela sociedade na qual faz parte e cresce, por diferenças étnicas impostas dentro da perspectiva colonial e racista, mas que também não cresce no que seria seu local de origem, a França, e como isso tira qualquer senso de pertencimento a algum lugar que possa chamar de raiz, assim como o cacau que não pertence ao lugar na qual é plantado e se transforma em algo fora dali, onde seu valor não é dado por uma herença cultural, mas sim como uma praga que se absorve e destroi tudo onde se estabelece.