O primeiro western que eu com certeza adorei do começo ao fim. Entendo toda a problemática que a própria narrativa impregna dentro da terra prometida dos estadunidenses, a imagem do peregrino trabalhador e devoto à religião. Porém, se tem algo que o filme consegue fazer é a simpatia por essas figuras.
Não estamos somente acompanhando John Wayne em sua busca por vingança, mas sim toda uma passagem de um povo em uma longa viagem desgastante. Até por usar uma visão panorâmica do cenário, sempre somos defrontados com o cotidiano das pessoas, salientando suas emoções, atividades, esforços e medos. Isso se intercala com a narrativa principal que sempre aparece no fundo das cenas ou retoma o foco após um tempo.
É interessante pensar também em como esse filme já parece sólido com a questão sonora que era uma novidade dentro da produção cinematográfica. Tudo isso constrói um baita épico de aventura que consegue despistar todas as problemáticas da narrativa.
Agora colocando de volta o dedo na ferida, eu acho importante destacar que nem todo o filme aborda os estereótipos de uma mesma maneira. No corrente caso, fica explicito que o conflito étnico é interno ou seja entre os brancos de descendência inglesa e protestante com os descendentes de uma linhagem hispânica. A própria presença indígena é contextualizada dentro das dinâmicas de conflitos internos das populações que se aliam de acordo com o momento com as populações brancas dentro dessa travessia no Oeste.
Por fim cabe compreender que a construção de uma imagem não o é feita de forma passiva. Todos os problemas que o gênero de western criou foram frutos de anos de exploração narrativa, com diversas representações que quando aglomeradas geraram um tratamento torpe ás populações indígenas e mexicanas. Porém, é justo definir que não é somente no plano ideológico que esse discurso toma forma é preciso também um alinhamento estético. Ou seja, para alcançar ao público o filme também precisar ser belo, o que definitivamente esse o faz.
O primeiro western que eu com certeza adorei do começo ao fim. Entendo toda a problemática que a própria narrativa impregna dentro da terra prometida dos estadunidenses, a imagem do peregrino trabalhador e devoto à religião. Porém, se tem algo que o filme consegue fazer é a simpatia por essas figuras.
Não estamos somente acompanhando John Wayne em sua busca por vingança, mas sim toda uma passagem de um povo em uma longa viagem desgastante. Até por usar uma visão panorâmica do cenário, sempre somos defrontados com o cotidiano das pessoas, salientando suas emoções, atividades, esforços e medos. Isso se intercala com a narrativa principal que sempre aparece no fundo das cenas ou retoma o foco após um tempo.
É interessante pensar também em como esse filme já parece sólido com a questão sonora que era uma novidade dentro da produção cinematográfica. Tudo isso constrói um baita épico de aventura que consegue despistar todas as problemáticas da narrativa.
Agora colocando de volta o dedo na ferida, eu acho importante destacar que nem todo o filme aborda os estereótipos de uma mesma maneira. No corrente caso, fica explicito que o conflito étnico é interno ou seja entre os brancos de descendência inglesa e protestante com os descendentes de uma linhagem hispânica. A própria presença indígena é contextualizada dentro das dinâmicas de conflitos internos das populações que se aliam de acordo com o momento com as populações brancas dentro dessa travessia no Oeste.
Por fim cabe compreender que a construção de uma imagem não o é feita de forma passiva. Todos os problemas que o gênero de western criou foram frutos de anos de exploração narrativa, com diversas representações que quando aglomeradas geraram um tratamento torpe ás populações indígenas e mexicanas. Porém, é justo definir que não é somente no plano ideológico que esse discurso toma forma é preciso também um alinhamento estético. Ou seja, para alcançar ao público o filme também precisar ser belo, o que definitivamente esse o faz.