a história nos leva à um cenário onde a subjugação da mulher é praticamente central, kesa se mantém silenciada, e por um momento, podemos a ver como a prisioneira de uma dinâmica da qual ela não possui poder algum sobre.
o ponto chave aqui é que ela, de uma forma ou outra, bem ou mal, acaba assumindo esse poder ao interromper o delírio violento de moritō, com isso, lhe é reconhecida uma inteligência (além de uma compassividade) que contradiz totalmente a ilusão do controle total e da submissão generalizada que poderíamos acreditar ao assistir uma personagem coibida, em uma posição tradicional de esposa japonesa no fim do período heian. o marido de kesa questiona a omissão pois para ele, ela deve ser protegida e oferecer “confiança total”, ao mesmo tempo que simbolicamente reitera a posição de obediência de sua mulher ao não permitir e diminuir a importância de sua autonomia, ele não é necessariamente um “vilão”, mas isso mostra como até os homens mais próximos tendem a perpetuar a noção patriarcal.
um conto trágico que nos ensina a olhar nos lugares mais silenciosos, exatamente aqueles que as mulheres costumaram ocupar, e compreender uma força que muitas vezes passa como invisível.
a história nos leva à um cenário onde a subjugação da mulher é praticamente central, kesa se mantém silenciada, e por um momento, podemos a ver como a prisioneira de uma dinâmica da qual ela não possui poder algum sobre.
o ponto chave aqui é que ela, de uma forma ou outra, bem ou mal, acaba assumindo esse poder ao interromper o delírio violento de moritō, com isso, lhe é reconhecida uma inteligência (além de uma compassividade) que contradiz totalmente a ilusão do controle total e da submissão generalizada que poderíamos acreditar ao assistir uma personagem coibida, em uma posição tradicional de esposa japonesa no fim do período heian. o marido de kesa questiona a omissão pois para ele, ela deve ser protegida e oferecer “confiança total”, ao mesmo tempo que simbolicamente reitera a posição de obediência de sua mulher ao não permitir e diminuir a importância de sua autonomia, ele não é necessariamente um “vilão”, mas isso mostra como até os homens mais próximos tendem a perpetuar a noção patriarcal.
um conto trágico que nos ensina a olhar nos lugares mais silenciosos, exatamente aqueles que as mulheres costumaram ocupar, e compreender uma força que muitas vezes passa como invisível.