o filho entre "estômago" e "psicopata americano".
esse filme disseca ambas as palavras presentes em seu título, é auto-antropofágico: alimenta-se de si mesmo.
murilio benicio como hannibal lecter tupiniquim foi uma escolha certeira, ao mesmo tempo que inesperada. eu, como a maior avenider brasiler do meu bairro, digo que nunca que eu conseguiria ver jorge tufão ferindo diversos artigos do código civil. esse homem ressoa a psicopatia e pura loucura de inácio. o conceito de "homem cordial" de sérgio buarque de holanda encaixa-se perfeitamente na construção do personagem de inácio, que representa o acalento brasileiro, sendo esse completamente superficial, como visto no personagem. inácio se apresenta como um homem gentil, querido, mas logo se mostra como uma besta, como um monstro, animalesco.
no entanto, não é só inácio que é animal, todos são. o filme vem com tendências naturalistas de reduzir o ser humano aos seus instintos animais, a personagem da — maravilhosa, diga-se de passagem — luciana paes, "sara" até mesmo rosna, mostrando o quão enlouquecida ela está.
as atuações são o ponto alto do filme, a fotografia é também sensacional, só não fui muito fã do quão "arrastado" ele pode parecer/ser depois de um tempo, não é um filme linear, ele percebe que está perdendo sua atenção e lhe coloca em uma cena para lhe cativar novamente.
cru. visceral.
o filho entre "estômago" e "psicopata americano".
esse filme disseca ambas as palavras presentes em seu título, é auto-antropofágico: alimenta-se de si mesmo.
murilio benicio como hannibal lecter tupiniquim foi uma escolha certeira, ao mesmo tempo que inesperada. eu, como a maior avenider brasiler do meu bairro, digo que nunca que eu conseguiria ver jorge tufão ferindo diversos artigos do código civil. esse homem ressoa a psicopatia e pura loucura de inácio. o conceito de "homem cordial" de sérgio buarque de holanda encaixa-se perfeitamente na construção do personagem de inácio, que representa o acalento brasileiro, sendo esse completamente superficial, como visto no personagem. inácio se apresenta como um homem gentil, querido, mas logo se mostra como uma besta, como um monstro, animalesco.
no entanto, não é só inácio que é animal, todos são. o filme vem com tendências naturalistas de reduzir o ser humano aos seus instintos animais, a personagem da — maravilhosa, diga-se de passagem — luciana paes, "sara" até mesmo rosna, mostrando o quão enlouquecida ela está.
as atuações são o ponto alto do filme, a fotografia é também sensacional, só não fui muito fã do quão "arrastado" ele pode parecer/ser depois de um tempo, não é um filme linear, ele percebe que está perdendo sua atenção e lhe coloca em uma cena para lhe cativar novamente.
cru. visceral.