Tome uma criança e assegure-se de que sonha. Acorde-o e conte-lhe uma história. Embale-o com sua mais bela voz off. Faça-a insidiosa, não esqueça o fundo sonoro. É preciso que, voltando a adormecer, a criança acabe de sonhar a história que você lhe soprou. É preciso que ao despertar ela sinta que foi a história que a escolheu, e não o inverso. Uma história imortal, intitulava-se um dos últimos filmes de Welles; mas toda história é imortal, dizem aqueles todos de Ruiz. Daí tantas delícias, e ainda o excesso de delícias, e depois o terror.
Serge Daney sobre A Cidade dos Piratas, mas encaixa perfeitamente aqui também.
Resto do texto em: http://dicionariosdecinema.blogspot.com/
Tome uma criança e assegure-se de que sonha. Acorde-o e conte-lhe uma história. Embale-o com sua mais bela voz off. Faça-a insidiosa, não esqueça o fundo sonoro. É preciso que, voltando a adormecer, a criança acabe de sonhar a história que você lhe soprou. É preciso que ao despertar ela sinta que foi a história que a escolheu, e não o inverso. Uma história imortal, intitulava-se um dos últimos filmes de Welles; mas toda história é imortal, dizem aqueles todos de Ruiz. Daí tantas delícias, e ainda o excesso de delícias, e depois o terror.
Serge Daney sobre A Cidade dos Piratas, mas encaixa perfeitamente aqui também.
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