Os Aeronautas é um filme que quer ser duas coisas ao mesmo tempo: uma experiência visual contemplativa e um drama de sobrevivência extrema, mas nunca consegue equilibrar bem essas duas propostas.
o resultado é uma narrativa meio irregular, que alterna entre a beleza do céu e a tensão de quase morte sem muita fluidez. em vários momentos, parece que o filme não decide se quer te impressionar pela estética ou pelo perigo da situação.
os personagens também sofrem com isso. a relação entre eles é apressada e pouco desenvolvida, dependendo mais do contexto extremo do que de uma construção emocional realmente sólida. a atuação da Felicity Jones ajuda a manter o interesse, mas não resolve totalmente a falta de profundidade do roteiro.
já o cientista interpretado por Eddie Redmayne acaba ficando numa posição meio contraditória: ele é o centro teórico da missão, mas na prática passa grande parte do filme dependendo da companheira e sem muita agência real, o que enfraquece um pouco o impacto da jornada dele e torna o seu papel meio irrelevante em alguns momentos.
mesmo assim, o filme tem seus méritos. algumas cenas são visualmente marcantes e conseguem transmitir bem a sensação de altitude e isolamento, e possui um certo charme na proposta geral, mesmo que ela não seja bem executada.
no fim, é um filme mais interessante pela experiência e estética do que pela construção dramática.
Os Aeronautas é um filme que quer ser duas coisas ao mesmo tempo: uma experiência visual contemplativa e um drama de sobrevivência extrema, mas nunca consegue equilibrar bem essas duas propostas.
o resultado é uma narrativa meio irregular, que alterna entre a beleza do céu e a tensão de quase morte sem muita fluidez. em vários momentos, parece que o filme não decide se quer te impressionar pela estética ou pelo perigo da situação.
os personagens também sofrem com isso. a relação entre eles é apressada e pouco desenvolvida, dependendo mais do contexto extremo do que de uma construção emocional realmente sólida. a atuação da Felicity Jones ajuda a manter o interesse, mas não resolve totalmente a falta de profundidade do roteiro.
já o cientista interpretado por Eddie Redmayne acaba ficando numa posição meio contraditória: ele é o centro teórico da missão, mas na prática passa grande parte do filme dependendo da companheira e sem muita agência real, o que enfraquece um pouco o impacto da jornada dele e torna o seu papel meio irrelevante em alguns momentos.
mesmo assim, o filme tem seus méritos. algumas cenas são visualmente marcantes e conseguem transmitir bem a sensação de altitude e isolamento, e possui um certo charme na proposta geral, mesmo que ela não seja bem executada.
no fim, é um filme mais interessante pela experiência e estética do que pela construção dramática.