“O cara lá em cima. Ele não gosta de mim. Ele quer que eu vá lá. Mas eu não quero ir.”
Da infância até a morte,
A vida solitária de Antonio Ligabue trata-se sobre a superficialidade, excentricidade e validação.
Na direção de Giorgio Diritti, a cenografia que se divide em vários fragmentos soltos, representantes de diferentes fases da vida do artista (inocência, descobrimento e frustração), neste longa-metragem tenta representar de forma acurada como fora a vida do pintor Antonio Ligabue, e como estava acercado pela miséria desde o início da sua vida.
Sendo sozinho, tendo deficiências mentais e físicas e malvisto pela sociedade Italiana facista, Ligabue só podia contar com a arte que fazia, caracterizada pelo seu estilo de fortes cores e linhas curvadas e tortas.
No entanto, o filme deixa de forma bem clara a necessidade de Ligabue tanto de se autoafirmar quanto de receber afirmação dos outros que contemplavam seus quadros.
O ator de Ligabue, Elio Germano, não se contém em demonstrar a compilação de Hiperatividade e Frustração pelo qual o artista passou durante toda sua vida e isso torna o filme uma experiência mais intrigante de assistir.
Sob uma visão geral,
A vida solitária de Antonio Ligabue é ao meu ver uma boa representação cenográfica do artista e um filme interessante de se assistir e pensar sobre capacidades e sobre ser visto pelo mundo.
Assisti pelo MUBI! (Preciso fazer minha assinatura valer a pena.)