É incrível, mas temos aqui:
1 - caldeirão afetivo marcado por uma tonalidade monocromática de amargura e ressentimento como pilar formal do filme
2 - caráter compulsivo/repetitivo de uma relação cujo fim não tem fim, como objeto central do filme
3- uma auto confissão violenta que anda num limiar muito difuso entre realismo diegético e narração/diegese não confiável (penso em como não só Catherine, mas todas as personagens femininas do filme tem prazer em ver homens humilhados - fato narrativo? projeção do personagem? os dois?)
É dessa mistura que o filme adquire sua força, mas essa força também é o que o torna uma experiência insuportável e desagradável. 15 minutos depois de dar play e eu ja estava implorando pra que esse festival de escrotidão tão tipicamente humana acabasse logo. A cada "allors, c’est fini?" que era trocado entre o casal, a esperança de que rolariam os créditos (e nunca acabava, eterno retorno para uma situação agonizante).
Muito difícil de assistir
É incrível, mas temos aqui:
1 - caldeirão afetivo marcado por uma tonalidade monocromática de amargura e ressentimento como pilar formal do filme
2 - caráter compulsivo/repetitivo de uma relação cujo fim não tem fim, como objeto central do filme
3- uma auto confissão violenta que anda num limiar muito difuso entre realismo diegético e narração/diegese não confiável (penso em como não só Catherine, mas todas as personagens femininas do filme tem prazer em ver homens humilhados - fato narrativo? projeção do personagem? os dois?)
É dessa mistura que o filme adquire sua força, mas essa força também é o que o torna uma experiência insuportável e desagradável. 15 minutos depois de dar play e eu ja estava implorando pra que esse festival de escrotidão tão tipicamente humana acabasse logo. A cada "allors, c’est fini?" que era trocado entre o casal, a esperança de que rolariam os créditos (e nunca acabava, eterno retorno para uma situação agonizante).
Muito difícil de assistir