(minha nota aq ficou entre 3,5/4)
RITA LEE MENCIONADA OMGG
essa veia tem a voz do massa cinzenta do ben 10 e esse durval é um PUSSY. VC NAO TEM AURA CARA, DESISTE DURVAL
a primeira coisa que você sente é que o filme é simples, talvez simples demais. ele tem aquele ritmo de tarde de domingo onde parece que nada acontece. sendo bem sincera, acho q podia ter uns 20 minutos a menos e a gente não perderia nenhuma informação muito relevante
talvez eu tenha interpretado mais do que o filme realmente significa. mas, na minha visão, isso aqui é inteiramente sobre a incapacidade de desapegar do que se ama, e como isso influencia no jeito que agimos. a gente vê isso espelhado de duas formas: no durval e na carmita/veia chata
pra mim o durval representa muito do que a gente sente hoje também. tá todo mundo querendo voltar pra essa era do analógico e meio que rejeitando o progresso pq a nostalgia é confortável, lembra um tempo bom e a tecnologia é muito rápida e sufocante. ele tem essa dificuldade de crescer e aceitar essa mudança na forma com que as pessoas consomem a música, e eu acho que esse negacionismo dele nem é por ódio ou por ser um cara ruim, é só pq aquele tempo parece mais seguro. mudar não é fácil pra ninguém, mas ele se perdeu nesse conforto e prefere continuar numa loja falida que quase ninguém frequenta
já a interpretação que eu tiro da carmita é mais triste. por mais que ela seja insuportável, a solidão dela é palpável. pra mim ela é uma mulher com um vazio gigante a ser preenchido pq o filho, apesar de estar ali fisicamente, é um encostado que já não dá mais atenção, não conversa e não supre essa necessidade dela de "cuidar". o desapego dela é o mais perigoso pq não é de um objeto, é de uma função. ela precisa ser útil, precisa cuidar de algo pra sentir que ainda existe (e assim, eu n sou velha, mas acho q os velhos sentem isso tb OMGGGG DAVA PRA TER CITADO ESSE FILME NO ENEM HEIN)
quando a kiki entra na casa, a carmita não vê uma criança, ela vê um porto seguro emocional. o "encher a casa" que ela fala é sobre preencher o silêncio daquela convivência com o durval. a carência dela é tão doentia que rompe a moralidade, e essa mistura de possível alzheimer com uma psicose de abandono transforma o afeto dela em algo predatorio
o que o filme tem de mais foda é como ele usa o cenário pra mostrar a mente dos personagens. a casa vai fechando, ficando escura... é um contraste visual muito bom e esse filme é o suco da brasilidade
mt foda a placa de "nao fume" e a mina indo fumar la o filme todinho KKKKKK
quero portas rosa na minha casa, mas sem os corpos escondidos no quintal, pfv
esse filme quebrou totalmente minhas expectativas, do meio pro final toma um rumo totalmente diferente
tem algumas coisas q eu n gostei mas to com preguiça de escrever agoraa blablabla
(minha nota aq ficou entre 3,5/4)
RITA LEE MENCIONADA OMGG
essa veia tem a voz do massa cinzenta do ben 10 e esse durval é um PUSSY. VC NAO TEM AURA CARA, DESISTE DURVAL
a primeira coisa que você sente é que o filme é simples, talvez simples demais. ele tem aquele ritmo de tarde de domingo onde parece que nada acontece. sendo bem sincera, acho q podia ter uns 20 minutos a menos e a gente não perderia nenhuma informação muito relevante
talvez eu tenha interpretado mais do que o filme realmente significa. mas, na minha visão, isso aqui é inteiramente sobre a incapacidade de desapegar do que se ama, e como isso influencia no jeito que agimos. a gente vê isso espelhado de duas formas: no durval e na carmita/veia chata
pra mim o durval representa muito do que a gente sente hoje também. tá todo mundo querendo voltar pra essa era do analógico e meio que rejeitando o progresso pq a nostalgia é confortável, lembra um tempo bom e a tecnologia é muito rápida e sufocante. ele tem essa dificuldade de crescer e aceitar essa mudança na forma com que as pessoas consomem a música, e eu acho que esse negacionismo dele nem é por ódio ou por ser um cara ruim, é só pq aquele tempo parece mais seguro. mudar não é fácil pra ninguém, mas ele se perdeu nesse conforto e prefere continuar numa loja falida que quase ninguém frequenta
já a interpretação que eu tiro da carmita é mais triste. por mais que ela seja insuportável, a solidão dela é palpável. pra mim ela é uma mulher com um vazio gigante a ser preenchido pq o filho, apesar de estar ali fisicamente, é um encostado que já não dá mais atenção, não conversa e não supre essa necessidade dela de "cuidar". o desapego dela é o mais perigoso pq não é de um objeto, é de uma função. ela precisa ser útil, precisa cuidar de algo pra sentir que ainda existe (e assim, eu n sou velha, mas acho q os velhos sentem isso tb OMGGGG DAVA PRA TER CITADO ESSE FILME NO ENEM HEIN)
quando a kiki entra na casa, a carmita não vê uma criança, ela vê um porto seguro emocional. o "encher a casa" que ela fala é sobre preencher o silêncio daquela convivência com o durval. a carência dela é tão doentia que rompe a moralidade, e essa mistura de possível alzheimer com uma psicose de abandono transforma o afeto dela em algo predatorio
o que o filme tem de mais foda é como ele usa o cenário pra mostrar a mente dos personagens. a casa vai fechando, ficando escura... é um contraste visual muito bom e esse filme é o suco da brasilidade
mt foda a placa de "nao fume" e a mina indo fumar la o filme todinho KKKKKK
quero portas rosa na minha casa, mas sem os corpos escondidos no quintal, pfv
esse filme quebrou totalmente minhas expectativas, do meio pro final toma um rumo totalmente diferente
tem algumas coisas q eu n gostei mas to com preguiça de escrever agoraa blablabla