Narrativamente sequência de
O Homem Que Caiu na Terra, foi um dos últimos projetos que David Bowie encabeçou em vida, atuando como co-roteirista.
Além de um convidativo e alternativo passeio por seu repertório, indo desde os clássicos setentistas de Londres ou Berlim até o grande hit de seu último disco de inéditas,
Lazarus transcende as expectativas que um musical jukebox estabelece e traz aos holofotes uma estória que, embora enigmática em muitos momentos, permite ao espectador se conectar com os sentimentos de Thomas Newton (Michael C. Hall).
Destaco os momentos do protagonista com Marley/Girl (Sophia Anne Caruso), de uma preciosidade e sentimentalismo sem precedentes, de emocionar mesmo. Entre os diálogos e canções (ênfase para a performance de Caruso na icônica
Life on Mars?, que me levou aos prantos), a conexão entre a dupla é notavelmente um dos pontos altos de
Lazarus.Dos coadjuvantes, vale mencionar os personagens Valentine (Michael Esper) e Elly (Amy Lennox), que serviram muita carisma!
Se seu desejo assim como o de Thomas era voltar às estrelas, Starman, você conseguiu ❤️ e a gente fica com o alento do grandíssimo legado que foi, é e será pra sempre a sua obra.
Obrigado, David Bowie.
‘Cause we are free now
And that is a fact
Yes, we are free now
And that is that