sem quinhentas cenas de sexo e nudez, NÃO É ALMODOVAR
É impressionante a forma como esse homem expõe a culpa através da paixão. O protagonista continuar fiel a seu cinema apenas por saber que aquilo destruiu quem ele amava, mas era a forma de onde surgiu o amor dos dois, como eles se formaram almas entrelaçadas.
Gosto muito como Penélope Cruz consegue refletir a dor aqui, ela mostra arrependimento, mas ainda assim devoção a seu amado e o filme que ele fez para mostrar que a moça era sua musa, sua deusa cinematográfica.
É um filme sobre a valorização de coisas que perdemos, como cuidamos das pessoas para lembrar delas, mas para mostrá-las, destruímos elas das piores formas. Como a ganância pode machucar diversas partes de um único conflito emocional. Mas é linda a forma como Mateo revive seu grande amor através de sua maior devoção de vida, o cinema. Mesmo depois de cego, ele continua movendo seus dias pelas memórias de algo que já aconteceu e é grato por um dia ter tido seus momentos mais felizes.
O cinema não apaga o trauma, ele lhe dá forma, para que a dor deixe de ser caos e se torne memória habitável.
sem quinhentas cenas de sexo e nudez, NÃO É ALMODOVAR
É impressionante a forma como esse homem expõe a culpa através da paixão. O protagonista continuar fiel a seu cinema apenas por saber que aquilo destruiu quem ele amava, mas era a forma de onde surgiu o amor dos dois, como eles se formaram almas entrelaçadas.
Gosto muito como Penélope Cruz consegue refletir a dor aqui, ela mostra arrependimento, mas ainda assim devoção a seu amado e o filme que ele fez para mostrar que a moça era sua musa, sua deusa cinematográfica.
É um filme sobre a valorização de coisas que perdemos, como cuidamos das pessoas para lembrar delas, mas para mostrá-las, destruímos elas das piores formas. Como a ganância pode machucar diversas partes de um único conflito emocional. Mas é linda a forma como Mateo revive seu grande amor através de sua maior devoção de vida, o cinema. Mesmo depois de cego, ele continua movendo seus dias pelas memórias de algo que já aconteceu e é grato por um dia ter tido seus momentos mais felizes.
O cinema não apaga o trauma, ele lhe dá forma, para que a dor deixe de ser caos e se torne memória habitável.