Às vezes, o amor da sua vida se torna a besta da sua vida. E com isso quero dizer que a união de Gabrielle e Louis poderia gerar algo pior no futuro — ou que um dos dois é A Besta em si, de alguma maneira — . Na minha leitura inicial, eu não cheguei a personificar “A Besta”; para mim, ela seria a indiferença que o tempo traria a esse amor. Mas... Parando para pensar, um amor tão intenso dificilmente resultaria apenas nisso. Talvez ele criasse algo muito maior.
A vidente indica o pombo como presságio de morte. Se pensarmos no pombo como uma representação do Espírito Santo, por que ele impediria um amor tão forte? Talvez não seja sobre impedir o amor em si, mas o que ele poderia gerar.
Talvez o verdadeiro perigo seja o futuro “monstro” que Gabrielle e Louis seriam capazes de criar. Se esse amor desse frutos, esse fruto poderia ser “A Besta”: não a decepção amorosa que sempre retorna, mas algo destrutivo, capaz de causar ruína — quase como um terremoto ou um dilúvio.
Alguns detalhes reforçam essa ideia, principalmente as bonecas. Um objeto infantil que aparece em todas as vidas: em uma, ligado ao trabalho do marido de Gabrielle; em outra, surgindo de forma inexplicável, chegando até a falar com ela; e, na última, tornando-se literalmente um ser — um ser sem alma, mas que ama Gabrielle, mesmo sendo incapaz de sentir qualquer coisa que seja. Uma outra coisa que eu acabei lembrando só depois de escrever a review foi a hostilidade das mulheres em direção a Gabrielle, talvez o xingamento de "desgraçada" tenha um plano de fundo muito mais profundo que apenas uma ofensa, talvez tenham sentido que ela portava alguma espécie de maldição... e essa maldição você já deve saber o nome by now.
Talvez essa relação com as bonecas revele algo oculto: “A Besta” não é a indiferença, mas sim o possível fruto do amor entre Gabrielle e Louis.
"A Besta" pode sim ser a paranoia, o medo, a ameaça incel, a ansiedade, ou por fim a desconexão emocional...já as bonecas serveriam apenas como herança geracional, porém... É louco demais pensar que "A Besta" pode ser algo completamente diferente e que só viria a se tornar algo num futuro que o destino (ou Deus) fez questão de impedir? Não sei, e não posso saber qual das duas hipóteses é genuína, tudo que sei é que ambas as interpretações me agradam. Sinto que ainda há muito mais para tirar dessa história, mais detalhes a serem descobertos, ou melhor... Percebidos.
Às vezes, o amor da sua vida se torna a besta da sua vida. E com isso quero dizer que a união de Gabrielle e Louis poderia gerar algo pior no futuro — ou que um dos dois é A Besta em si, de alguma maneira — . Na minha leitura inicial, eu não cheguei a personificar “A Besta”; para mim, ela seria a indiferença que o tempo traria a esse amor. Mas... Parando para pensar, um amor tão intenso dificilmente resultaria apenas nisso. Talvez ele criasse algo muito maior.
A vidente indica o pombo como presságio de morte. Se pensarmos no pombo como uma representação do Espírito Santo, por que ele impediria um amor tão forte? Talvez não seja sobre impedir o amor em si, mas o que ele poderia gerar.
Talvez o verdadeiro perigo seja o futuro “monstro” que Gabrielle e Louis seriam capazes de criar. Se esse amor desse frutos, esse fruto poderia ser “A Besta”: não a decepção amorosa que sempre retorna, mas algo destrutivo, capaz de causar ruína — quase como um terremoto ou um dilúvio.
Alguns detalhes reforçam essa ideia, principalmente as bonecas. Um objeto infantil que aparece em todas as vidas: em uma, ligado ao trabalho do marido de Gabrielle; em outra, surgindo de forma inexplicável, chegando até a falar com ela; e, na última, tornando-se literalmente um ser — um ser sem alma, mas que ama Gabrielle, mesmo sendo incapaz de sentir qualquer coisa que seja. Uma outra coisa que eu acabei lembrando só depois de escrever a review foi a hostilidade das mulheres em direção a Gabrielle, talvez o xingamento de "desgraçada" tenha um plano de fundo muito mais profundo que apenas uma ofensa, talvez tenham sentido que ela portava alguma espécie de maldição... e essa maldição você já deve saber o nome by now.
Talvez essa relação com as bonecas revele algo oculto: “A Besta” não é a indiferença, mas sim o possível fruto do amor entre Gabrielle e Louis.
"A Besta" pode sim ser a paranoia, o medo, a ameaça incel, a ansiedade, ou por fim a desconexão emocional...já as bonecas serveriam apenas como herança geracional, porém... É louco demais pensar que "A Besta" pode ser algo completamente diferente e que só viria a se tornar algo num futuro que o destino (ou Deus) fez questão de impedir? Não sei, e não posso saber qual das duas hipóteses é genuína, tudo que sei é que ambas as interpretações me agradam. Sinto que ainda há muito mais para tirar dessa história, mais detalhes a serem descobertos, ou melhor... Percebidos.