André Bazin diz em um de seus artigos que o cinema italiano é responsável por uma das maiores evoluções da linguagem cinematográfica, e “A Dama sem Camélias” é um bom exemplo disso.
Aqui Antonioni demonstra a maturidade do cinema italiano ao construir um roteiro metalinguístico que aborda a própria indústria cinematográfica e rompe com seu maior símbolo: a estrela de cinema, apresentando a tragédia de uma mulher que é rapidamente alçada à ícone, mas que é desumanizada, tornada peça de um jogo ou simples objeto de desejo para o olhar masculino.
O diretor aborda aqui a estrutura intrinsecamente machista e cruel na ascensão e queda dos ícones femininos do cinema. A mulher é reduzida à sua aparência, e depois de casar, é obrigada a abdicar até mesmo deste aspecto de si mesma.
O filme faz uma boa crítica à superficialidade do cinema italiano comercial da época, demonstrando o caráter puramente econômico da produção de alguns filmes.
André Bazin diz em um de seus artigos que o cinema italiano é responsável por uma das maiores evoluções da linguagem cinematográfica, e “A Dama sem Camélias” é um bom exemplo disso.
Aqui Antonioni demonstra a maturidade do cinema italiano ao construir um roteiro metalinguístico que aborda a própria indústria cinematográfica e rompe com seu maior símbolo: a estrela de cinema, apresentando a tragédia de uma mulher que é rapidamente alçada à ícone, mas que é desumanizada, tornada peça de um jogo ou simples objeto de desejo para o olhar masculino.
O diretor aborda aqui a estrutura intrinsecamente machista e cruel na ascensão e queda dos ícones femininos do cinema. A mulher é reduzida à sua aparência, e depois de casar, é obrigada a abdicar até mesmo deste aspecto de si mesma.
O filme faz uma boa crítica à superficialidade do cinema italiano comercial da época, demonstrando o caráter puramente econômico da produção de alguns filmes.