A gente é Claudinho E Buchecha e não "Buchecha sem Claudinho"
É, hoje o tempo realmente voa, amor.
Eu posso ser um pouco suspeito para falar sobre esse filme, as músicas dele permearam a juventude dos meus pais e, por consequência, toda a minha infância. Acredito que tenha sido assim com 90% das crianças do Rio de Janeiro.
Não preciso contar a história da dupla, todos conhecemos, e quem não, é só assistir.
É triste ver o que se tornou o funk atualmente, pelo menos os mais ouvidos. Em sua origem, esse movimento cultural tinha um ritmo dançante a abordava os mais diversos assuntos que deveriam ser debatidos dentro das realidades das favelas.
"Enquanto os ricos moram em uma casa grande e bela. O pobre é humilhado, esculachado na favela".
Enquanto isso, na nossa realidade, o funk foi reduzido a sexo, apologia ao crime, palavrões e apostas. Perdendo um de seus aspectos mais importantes, divertir enquanto faz pensar.
Um ponto MUITO bonito é a sensação de pertencimento que aquela população tem pela sua música. Todos os moradores de favela, subúrbios e interiores do Rio de Janeiro se sentiam representados pelo que era cantado. Hoje, não mais.