キスさせてください。私にできるのはそれだけです。
através de uma estética incrível (que remete a gráficos de ps1/ps1), uma atmosfera lúgubre, claustrofóbica e insalubre, figurinos (e o artístico em geral) esplêndidos, somos expostos a uma obra grotesca, que abusa do body horror em um mundo distópico, que de forma filosófica expõe a podridão humana e as hierarquias sociais.
na obra, a humanidade foi extinta, a população é composta por robôs, porém, através de lembranças vemos como a vida humana afetava as máquinas. seus corpos não as pertenciam, sua utilidade girava em torno da satisfação alheia, tornando-as incapazes de emoções, prazer ou dor eram correspondentes a um papel socialmente prescrito, onde essas sensações são dependentes do algoritmo maquinário, ao que eram designadas a fazer. a ilusão de satisfação, ou comodidade das situações, nada mais era do que efeito colateral de independentes utilidades. seus corpos não as pertenciam, a dissociação, desgosto, tristeza e insatisfação eram vistas somente através de seus olhos.
os humanos sujeitavam seus corpos frequentemente á cenários vexatórios, tratados como objetos descartáveis ou unifuncionais, em que lesões, abusos e todo tipo de degradação tornavam-se habituais.
ao gradualmente se tornarem humanas, todas as dores ocultas vêm á tona, na medida em que o óleo vira sangue, a "humanidade" é retratada como uma doença contagiosa, as mutações as deformam. lidar com a vida é doloroso, para existir, viver, conviver com a asquerosidade de nossa raça e sua decadência crescente é extremamente complicado, e a película mostra isso da forma mais horrorizante e erótica possível.