as vezes eu fico pensando quem permitiu que uma coisa dessas fosse feita. primeiro que, pessoalmente, sou um tanto contra filmes que tratam sobre crimes verídicos porque caem sempre num grande dilema: humanizar situações atrozes ou transformar o caso em um documentário ficcional; e ambas as opções não me agradam em nada. aqui, me parece que há uma tentativa de reversão dessa narrativa, substituindo a visão humanizada do serial killer pela de uma jornalista que investiga o caso. de primeira, não parece uma ideia tão ruim, mas nada funciona. centralizar a mídia jornalística, que de certa forma tem diferentes posições para se tratar desses casos (a escola base que o diga), não traz profundidade nenhuma a essa questão, tendo que atribuir todas essas nuances em uma única figura, o que realmente não é crível. além disso, o filme bebe de um didatismo imenso para explicar todas as questões possíveis, como a irmã da jornalista, que é psicóloga, e tem que explicar todas as questões mentais envolvidas com o maníaco. e com tudo isso, fica difícil dizer que realmente é um filme sobre o maníaco do parque. fica mais para uma investigação de uma jornalista que, por mais que não seja da polícia, se envolve pessoalmente em tudo para ganhar o reconhecimento profissional. no entanto, devo admitir que silvero pereira está impecável nesse filme, incorpora o assassino brilhantemente e traz nuances muito boas ao personagem. artista completo! no mais, acho muito difícil analisar esse filme porque eu não tenho a mínima ideia de como fazê-lo melhor. roteiro ruim, direção ruim, montagem ruim, temática sensível e um medo total de fazer o que se propõe… tudo para dar errado. era melhor não ter feito mesmo.
as vezes eu fico pensando quem permitiu que uma coisa dessas fosse feita. primeiro que, pessoalmente, sou um tanto contra filmes que tratam sobre crimes verídicos porque caem sempre num grande dilema: humanizar situações atrozes ou transformar o caso em um documentário ficcional; e ambas as opções não me agradam em nada. aqui, me parece que há uma tentativa de reversão dessa narrativa, substituindo a visão humanizada do serial killer pela de uma jornalista que investiga o caso. de primeira, não parece uma ideia tão ruim, mas nada funciona. centralizar a mídia jornalística, que de certa forma tem diferentes posições para se tratar desses casos (a escola base que o diga), não traz profundidade nenhuma a essa questão, tendo que atribuir todas essas nuances em uma única figura, o que realmente não é crível. além disso, o filme bebe de um didatismo imenso para explicar todas as questões possíveis, como a irmã da jornalista, que é psicóloga, e tem que explicar todas as questões mentais envolvidas com o maníaco. e com tudo isso, fica difícil dizer que realmente é um filme sobre o maníaco do parque. fica mais para uma investigação de uma jornalista que, por mais que não seja da polícia, se envolve pessoalmente em tudo para ganhar o reconhecimento profissional. no entanto, devo admitir que silvero pereira está impecável nesse filme, incorpora o assassino brilhantemente e traz nuances muito boas ao personagem. artista completo! no mais, acho muito difícil analisar esse filme porque eu não tenho a mínima ideia de como fazê-lo melhor. roteiro ruim, direção ruim, montagem ruim, temática sensível e um medo total de fazer o que se propõe… tudo para dar errado. era melhor não ter feito mesmo.