( meu trabalho da escola)
‘EINSTEIN AND THE BOMB’
(Einstein e a Bomba)
O longa é iniciado expondo o cenário em que o espectador será inserido e apresentando, logo nas primeiras cenas, o tom da produção por meio da feição infeliz com a qual o físico Albert Einstein acompanha as notícias relativas aos eventos atômicos que envolvem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.
Terá sido a bomba um preço válido a se pagar pela paz…?
A obra começa o seu desenvolvimento situando o interlocutor no contexto histórico, 12 anos antes do lançamento das armas, explicando a fuga do pensador da Alemanha, para que possa haver compreensão plena do tema que será abordado. No entanto, não se reduzem ao período da década de 20, abordando aspectos sobre sua infância, por meio de flashbacks, para demonstrar o desenvolvimento diferenciado de uma figura tão notável. Além disso, por meio de diálogos expositivos, oferecem a gênese a sua teoria mais disseminada: a da relatividade.
Passado, presente e futuro são apenas uma ilusão.
Apresentando, também, aspectos políticos da vida do pensador, expressa a integração sociopolítica do matemático, com posicionamentos decididos e baseados em fatos acerca da hodiernidade que o cerca. Ademais, o documentário levanta a contradição maior de sua vida pública: O desprezo pelas autoridades, originado no fato de ser um militante pacifista, que é obrigado a se tornar também um homem influente. Por ser integrante do povo judeu, o longa se aprofunda na história alemã, usando filmagens reais de discursos, protestos e relatos que afetaram toda a história da humanidade, com a instauração de uma ideologia tão bárbara quanto a nazista.
A alemanha era uma terra diabólica a noite. Aquilo que você não acredita, deve ser queimado. E, no fogo, a liberdade, a tolerância e a gentileza desapareceram daquela terra.
Com a estratificação da sociedade nazista, Einstein, mesmo que com seu pensamento contra violência, se declara terminantemente contra o Estado que se forma, afirmando que, mesmo abominando todos os exércitos, apenas uma outra força organizada seria capaz de parar essa deturpação. Diante disso, encontra-se obrigado a utilizar sua teoria, de composição fundamental igual entre matéria e energia, para estimular a criação de armas atômicas ( por meio da carta enviada ao presidente dos Estados Unidos da América ). Diante disso, os Aliados iniciam a corrida pela bomba, por meio do Projeto Manhattan, onde o físico principal é excluído por representar um risco a segurança, dado o seu passado ativista ( Com relação a esse projeto, fica a recomendação do longa Oppenheimer (2023), que aborda o processo de maneira mais aprofundada ).
Formando um ciclo, a produção termina basicamente no mesmo ponto em que se inicia, após explicar a maneira como alcançou aquele ponto. Os físicos envolvidos no projeto da criação da arma mais poderosa da história da humanidade compartilham um sentimento de responsabilidade acerca de seus danos, para não dizer culpa. Além disso, o professor afirma que seu único erro foi assinar a carta supracitada a Roosevelt, entretanto, perante as condições, não havia o que ser feito. No entanto, é demonstrado que toda a coletividade continua sem aprender com o que houve, após a Alemanha, a URSS, durante a Guerra fria.
Por quanto tempo vamos tolerar políticos com sede de poder ou tentanto obter vantagem política dessa maneira?
Em suma, o documentário é um apelo trágico a contemporaneirdade, para que aprendamos com a história e, através dela, sejamos capazes não cometer os mesmos equívocos que nossos antepassados e busquemos sempre o futuro desejado pelo gênio, um local de paz, segurança e liberdade para todos.