Embora se note algum do pretensiosismo que caracteriza boa parte do cinema português, Lavagante revela-se uma obra bastante agradável.
Mário Barroso faz um trabalho competente no campo da realização, mas onde brilha é na cinematografia, área onde começou a sua carreira. A fotografia a preto e branco é um dos destaques do filme, conferindo ao filme uma estética quase melancólica.
Outro ponto forte de Lavagante é a forma como trata a história de amor entre Daniel e Cecília, dispensando de boa parte dos clichês do cinema nacional. Confesso que não conhecia nada do trabalho de Júlia Palha, mas pareceu-me super confortável num papel que, de forma bem mais subtil, se assemelha ao arquétipo de femme fatal que por muitas vezes encontramos no cinema americano pós-Segunda Guerra Mundial.
O guião nem sempre revela todas as suas cartas, deixando espaço para alguma ambiguidade relativa à personagem de Cecília.
Embora se note algum do pretensiosismo que caracteriza boa parte do cinema português, Lavagante revela-se uma obra bastante agradável.
Mário Barroso faz um trabalho competente no campo da realização, mas onde brilha é na cinematografia, área onde começou a sua carreira. A fotografia a preto e branco é um dos destaques do filme, conferindo ao filme uma estética quase melancólica.
Outro ponto forte de Lavagante é a forma como trata a história de amor entre Daniel e Cecília, dispensando de boa parte dos clichês do cinema nacional. Confesso que não conhecia nada do trabalho de Júlia Palha, mas pareceu-me super confortável num papel que, de forma bem mais subtil, se assemelha ao arquétipo de femme fatal que por muitas vezes encontramos no cinema americano pós-Segunda Guerra Mundial.
O guião nem sempre revela todas as suas cartas, deixando espaço para alguma ambiguidade relativa à personagem de Cecília.