tenho uma amiga que uma vez disse: “vocês dos anos 80 não são exemplo de nada”. talvez não fossem um exemplo mesmo, mas que os anos 80 eram foda não tem nem como contestar e esse filme é grande prova disso. eu amo esses filmes underground dos anos 70 e 80 que não tem grandes pretensões, inclusive sem nenhuma vontade de desenvolver um roteiro crível – ele só quer apresentar uma estética legal, músicas muito boas e personagens carismáticos. e toda essa despreocupação me encanta demais, até porque cria aquela sensação de que está se fazendo arte e não algo puramente comercial – a cena da bete no ônibus com a guitarra tocando parabéns pra você é surreal. aqui, a narrativa permeia toda a efervescência da era pré MTV, com toda a plasticidade e cor junto ao ápice do rock nacional e a possibilidade de fazer amigos em qualquer canto do rio de janeiro (particularmente, meu sonho); e apesar de não ser algo totalmente linear ou mesmo se importar com isso, é uma delícia de se assistir. débora bloch está incrível na pele de bete, uma menina que na sua própria inocência conhece a liberdade enquanto adulta, mulher e pessoa sexualmente livre (e bota liberdade nisso hein). e tudo isso se combina perfeitamente com a trilha sonora, muito bem selecionada e que poderia ouvir por horas. no mais, é aquele filme que nada contra a corrente de como se fazer um filme e, sem titubear, toma um belo porre sem medo de ser feliz – e muito menos da ressaca do dia seguinte. corajoso.
tenho uma amiga que uma vez disse: “vocês dos anos 80 não são exemplo de nada”. talvez não fossem um exemplo mesmo, mas que os anos 80 eram foda não tem nem como contestar e esse filme é grande prova disso. eu amo esses filmes underground dos anos 70 e 80 que não tem grandes pretensões, inclusive sem nenhuma vontade de desenvolver um roteiro crível – ele só quer apresentar uma estética legal, músicas muito boas e personagens carismáticos. e toda essa despreocupação me encanta demais, até porque cria aquela sensação de que está se fazendo arte e não algo puramente comercial – a cena da bete no ônibus com a guitarra tocando parabéns pra você é surreal. aqui, a narrativa permeia toda a efervescência da era pré MTV, com toda a plasticidade e cor junto ao ápice do rock nacional e a possibilidade de fazer amigos em qualquer canto do rio de janeiro (particularmente, meu sonho); e apesar de não ser algo totalmente linear ou mesmo se importar com isso, é uma delícia de se assistir. débora bloch está incrível na pele de bete, uma menina que na sua própria inocência conhece a liberdade enquanto adulta, mulher e pessoa sexualmente livre (e bota liberdade nisso hein). e tudo isso se combina perfeitamente com a trilha sonora, muito bem selecionada e que poderia ouvir por horas. no mais, é aquele filme que nada contra a corrente de como se fazer um filme e, sem titubear, toma um belo porre sem medo de ser feliz – e muito menos da ressaca do dia seguinte. corajoso.