como eu aprecio o artista que visa acima de tudo, representar propriamente os protagonistas da sua obra, é gratificante saber que são indígenas krahô atuando aqui, com seus verdadeiros nomes, representando sua cultura e seu povo, assim como é igualmente gratificante saber que uma das diretoras é uma mulher brasileira que contribui ativamente na organização cultural com os krahô.
não tem nada mais bonito do que isso: dar voz, espaço e reconhecer aqueles que você visa representar.
isso é uma das coisas que compõem a beleza desse filme, além claro, da representação de uma cultura, que, apesar de muitas vezes desconhecida e estigmatizada até por nós, brasileiros, inegavelmente é muito linda.
a espiritualidade natural é muito bonita e verdadeira, eu não sou religiosa, mas realmente admiro religiões que tem como grande pilar da sua existência a natureza e a ancestralidade, então fico muito feliz quando vejo filmes que possam me dar um vislumbre responsável de rituais e práticas do Xamanismo.
ademais, precisamos de mais filmes que denunciam a xenofobia e o racismo para com os povos indígenas brasileiros, e fico grata que esse faça isso de uma forma primorosa, nos mostrando não apenas racismo e xenofobia direta — que são sempre escolhidos por serem mais fáceis de se representar — mas indo além e apontando também aspectos sistêmicos: negligência de órgãos do Estado, falta de documentos, troca de nomes, remetendo e criticando o apagamento cultural.
é definitivamente uma produção importantíssima e completamente condizente com a realidade brasileira da visão urbana em relação aos povos indígenas no Brasil hoje, um país cujo ainda tem dúvidas em relação ao marco temporal.
No final, nunca houve mudança na imensa política de dominação e eugenia para com os povos originários, e filmes como esses servem para nos lembrar disso, e isso sempre se fará necessário enquanto essa for a realidade em que estivermos vivendo.
como eu aprecio o artista que visa acima de tudo, representar propriamente os protagonistas da sua obra, é gratificante saber que são indígenas krahô atuando aqui, com seus verdadeiros nomes, representando sua cultura e seu povo, assim como é igualmente gratificante saber que uma das diretoras é uma mulher brasileira que contribui ativamente na organização cultural com os krahô.
não tem nada mais bonito do que isso: dar voz, espaço e reconhecer aqueles que você visa representar.
isso é uma das coisas que compõem a beleza desse filme, além claro, da representação de uma cultura, que, apesar de muitas vezes desconhecida e estigmatizada até por nós, brasileiros, inegavelmente é muito linda.
a espiritualidade natural é muito bonita e verdadeira, eu não sou religiosa, mas realmente admiro religiões que tem como grande pilar da sua existência a natureza e a ancestralidade, então fico muito feliz quando vejo filmes que possam me dar um vislumbre responsável de rituais e práticas do Xamanismo.
ademais, precisamos de mais filmes que denunciam a xenofobia e o racismo para com os povos indígenas brasileiros, e fico grata que esse faça isso de uma forma primorosa, nos mostrando não apenas racismo e xenofobia direta — que são sempre escolhidos por serem mais fáceis de se representar — mas indo além e apontando também aspectos sistêmicos: negligência de órgãos do Estado, falta de documentos, troca de nomes, remetendo e criticando o apagamento cultural.
é definitivamente uma produção importantíssima e completamente condizente com a realidade brasileira da visão urbana em relação aos povos indígenas no Brasil hoje, um país cujo ainda tem dúvidas em relação ao marco temporal.
No final, nunca houve mudança na imensa política de dominação e eugenia para com os povos originários, e filmes como esses servem para nos lembrar disso, e isso sempre se fará necessário enquanto essa for a realidade em que estivermos vivendo.